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CASA MARINA E FRED

Quando o jovem casal Marina e Fred nos procurou no INÁ Arquitetura, havia recém-adquirido uma casa na Vila Beatriz, Zona Oeste de São Paulo, e buscava por um escritório que a reformasse. O imóvel era grandioso: com 370m², era uma casa modernista com três andares e muitos cômodos. Nele, iria morar o casal, suas duas filhas, Catarina e Teresa, e Santiago, que nasceria nos futuros meses.
A reformar se apresentou como um desafio desde o início. Embora já tivéssemos reformado dezenas de apartamentos nos nossos sete anos de existência, esta era a primeira casa que poderíamos reformar. Para oferecer maior segurança aos moradores e termos um guia claro de trabalho, o qual garantiria uma reforma impecável, desenhamos um pré-projeto apresentando um conceito norteador e as etapas a serem executadas, com base no que o casal havia nos dito como expectativa. Satisfeito e seguros de nossa parceria, iniciamos uma obra que duraria meses e resultaria em uma morada acolhedora, contemporânea e perfeita para um casal com filhos.

O desafio de reformar centenas de m² de uma casa

Ao se reformar uma casa com 370m², planejamento é uma palavra de ordem desde o início. É preciso entender todos os processos e profissionais envolvidos (que são muito mais do que os presentes em uma reforma de apartamento, por exemplo), seus custos e métodos de trabalho. Feito o planejamento, partimos à obra.
Desde o início, o casal nos contou seu interesse de ter uma morada em que seus filhos pudessem brincar e onde pudesse receber seus amigos e familiares. A convivência, dentro de seus interesses, era fundamental. Para atender essa expectativa, apostamos na integração dos ambientes, o que possibilitou a ampliação dos espaços e a criação de grandes áreas onde o compartilhamento era uma realidade.
A sala de jantar era separada da de TV. Integramos os ambientes criando uma ampla área. Com os quartos, aconteceu o mesmo. Na antiga planta, havia dois quartos na frente e três no fundo. Integramos os dois quartos da frente, criando um grande quarto para acomodar o casal, ambiente que também ganhou um escritório; no fundo, integramos dois dos quartos, originando um quarto maior onde dormem as duas filhas, e o terceiro ficou como o quarto para Santiago, o bebê que nasceu durante a reforma.

Um lar que reflete a personalidade de seus moradores

Uma característica valorizada pelos moradores e prevista em nosso projeto foi fazer com que a casa tivesse a cara de um lar. Isso significa que o objetivo não era dar um caráter impessoal aos ambientes. Pelo contrário, era trazer vida aos espaços, torná-los acolhedores e fazer com que eles contassem uma história, com que revelassem o interior da própria morada. A beleza, para Marina e Fred, deveria estar na imperfeição, em uma estética em processo de construção e em diálogo com a vida de quem a habita. Isso se traduziu na linguagem adotada na arquitetura.
Durante a obra, os processos e materiais foram tratados como protagonistas. Na sala, por exemplo, os tijolinhos da parede são aparentes, fazendo com que, além de encantarem pela textura, revelem a história escondida nas paredes da casa. Esse conceito também norteou a escolha das tubulações aparentes e de outros materiais, como a madeira dos móveis desenhados pelo escritório. Até na área externa, as ranhuras do piso de tijolo foram eleitas para exalarem o inacabado. O taco da sala, embora tenha sido restaurado, continuou a revelar uma casa modernista, construída em um período em que os imóveis eram construídos com esse material.

Em busca de uma linguagem que conte uma história

Como a reforma de uma casa é uma obra que tarda meses, novos desafios surgiram no meio do caminho. Por exemplo, inicialmente, os moradores não previram mexer na grande janela presente na fachada. No entanto, ao longo do processo, decidiram que também gostariam de reformá-la. Nós, sempre em sintonia com os desejos do casal, fomos adequando o projeto para garantir a casa dos sonhos. E não apenas trocamos a janela, que tem vista para o jardim e faz a casa receber luminosidade, como desenhamos e construímos uma lareira centralizada nessa grande janela que integra o dentro e o fora da morada.
No fim, após meses de obra, o resultado foi uma casa que mantém sua alma modernista, mas foi reformada com uma linguagem contemporânea e onde a memória dos processos e vivências ganham o primeiro plano. Um lar pensado para se morar, para se conviver e para ser feliz com os filhos, a família e os amigos.