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APARTAMENTO DO OMAR

Quando o apartamento dos sonhos está bem acima da sua cabeça

Entre a Domingos de Moraes, perto do metrô Paraíso, e o Parque do Ibirapuera, o profissional de TI Omar vivia um dilema: havia chegado a hora de dispensar o aluguel e investir no primeiro apartamento; mas não queria perder a boa localização que a Vila Mariana proporcionava. Ali, a média de preços tende a ser salgada, e o dinheiro contado tornava cada vez mais provável a possibilidade de precisar migrar de região.

Enquanto isso, alguns andares acima, um de seus vizinhos estava de saída – lidava com uma separação dupla, com a mulher e o imóvel. Foi entre corações partidos e burocracias conjugais que o 91 ficou disponível para negócio. Era a oportunidade que Omar precisava. Pouco tempo depois, o elevador fez várias viagens com as mobílias dele, já que apenas três andares o separavam do novo lar.

Mesmo bairro, mesmo prédio. O problema de localização estava resolvido e, com pouco mais de 30 anos, tinha uma casa em seu nome. Mas o processo de mudança não seria tão simples assim: o novo morador sabia que o apartamento era antigo – afinal, morava alguns lances de escada abaixo – e que precisaria de uma boa reforma. Além de ficar a cara dele, o Omar sabia que modificar a planta valorizaria o imóvel, como já falamos lá no nosso blog sobre as vantagens de reformar

Uma amiga arquiteta topou fazer o desenho do projeto, mas não conseguiria executá-lo por falta de tempo e de equipe. O desejo de ajudar logo se tornou uma indicação e foi ela quem fez a ponte necessária para que o Omar conhecesse o INÁ. Entramos na jogada e topamos arcar com a responsabilidade de repaginar um dos 100 metros quadrados que ficam na Rua Rio Grande.

Para ter uma casa personalizada é preciso muita conversa

Já não é mais novidade que nosso trabalho é guiado por muita conversa. É assim que entramos em sintonia com as ideias e a personalidade dos nossos clientes. São duas a três reuniões feitas no nosso escritório até a primeira parede ser derrubada – depois disso, a relação fica mais frequente ainda.

Perdemos as contas de quantas vezes Omar escapou da rotina de trabalho para vir bater um papo com a gente – com direito a álcool na jogada e conversas de esquentar o coração. Foi numa dessas que descobrimos sua paixão pelas artes – ele adora ir para exposições no tempo livre –, principalmente a de fazer comida. Quanto a obra, ele queria estar a par de tudo e participar de cada traço. Aliás, o desenho que a amiga dele se propôs a fazer foi se modificando diversas vezes até chegarmos a um layout que não deixasse dúvidas no futuro morador. Foram várias versões até que ele se sentisse confortável com o resultado.

Nos aproximamos muito do Omar. E ele da gente – sem nem saber. Em uma das primeiras reuniões, ele trouxe como referência fotos de uma cozinha trabalhada com marcenaria vermelha e tijolos brancos aparentes, além de uma sala com vigas de concreto e chão de tacos. Mal sabia que estava falando da cozinha da Sandra e da sala do Thai, projetos anteriores do INÁ que encontrou por acaso na internet. A segurança com o nosso portfólio foi total desde o início.

Se não for para derrubar as paredes, a gente nem sai de casa

Foi preciso muita quebra de parede para dar ao Omar a estrutura que nos pediu: uma cozinha funcional e bastante ampla; sala espaçosa e um quarto com uma boa vista. Originalmente, o apê contava com três dormitórios – um deles já estava aberto e deu lugar à uma sala ampliada, que enquadramos com as vigas de concreto que tanto amamos. Dos dois que sobraram, um era a suíte e tinha a porta voltada para a lavanderia; enquanto o outro apresentava a visão mais bonita da janela. O desafio aqui foi de transformar em suíte o quarto com a vista mais bonita – que dá para a fachada do prédio. Então, foi manobra atrás de manobra para reestruturar a planta do imóvel.

Também ficamos felizes com a decisão do Omar de quere manter o chão de tacos, mas logo percebemos que teríamos mais um caso para solucionar. Percebemos que os tacos haviam sido raspados muitas vezes e estava fino; nesse caso, a restauração já não é mais possível. Mesmo assim, não desistimos de buscar pela estética cheia de charme que é bem própria dos apês antigos. Arrancamos um por um e os substituímos por tacos antigos que fomos garimpando por aí. Transformação total!

A cozinha vermelha que é a estrela do apartamento

A maior parte dos apartamentos têm a sala e as áreas de convívio priorizadas e em maior destaque. Na casa do Omar foi diferente: a cozinha deveria ganhar mais atenção e ser a protagonista. Ele tinha uma ideia muito clara de como queria que o espaço ficasse em cada detalhe e, enquanto não estivesse de acordo com suas expectativas, o projeto ficaria parado. Além de dar a ele o quarto com a vista mais legal, a reestruturação da planta também foi pensada para atender esse pedido. Antes da reforma, o cômodo era dividido ao meio com uma área de serviço e, por isso, perdia espaço e uma janela grande. Mais uma parede para entrar na lista de derrubadas; e foi o que fizemos.

O espaço permitiu que colocássemos o cooktop de cinco bocas do Omar em uma ilha, uma bancada de seis metros, e encontrássemos espaço para posicionar sua adega, cadeiras e tudo para tornar o espaço bem aconchegante e agradável. Assim como na cozinha da Sandra, o vermelho e o preto foram priorizados na marcenaria e se destacam entre os tijolinhos brancos das paredes.

Depois que o apartamento foi entregue, as mensagens, ligações e os encontros com o Omar deixaram saudade – afinal, foram cinco meses trabalhando juntos sem parar para conseguir levar toda sua personalidade cativante para dentro da porta de entrada. Mas sabemos que a protagonista charmosa de seu apê será sempre devorada com os olhos, como era para ser. Missão cumprida!