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CASA DO ARQUITETO MARCOS

A Casa do Arquiteto Marcos

Na minha família o espírito construtor sempre esteve presente há muitas gerações. De pai e mãe portugueses, desde a sua chegada ao Brasil, 50 anos atrás, construir e reformar casas sempre foi um meio de aplicar e fazer renda. Quando era pequeno, acompanhava meu pai visitando pequenos prédios que sempre estavam em obra ou indo a loja de materiais de construção para comprar materiais ou reparos. De alguma maneira, inconscientemente, acho que isso influenciou muito a minha escolha de profissão.

 

Construir a própria casa

Construir a própria casa e a de seus filhos sempre foi o sonho do meu pai, era algo que ele sempre comentava em casa. Era como aquele velho ditado: “antes de morrer, todo homem , deve plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro”, que para ele deveria incluir “construir sua própria casa”. Trinta e poucos anos depois, eis que chega a minha vez. Durante muito tempo tínhamos um terreno estreito e comprido. Localizado na zona sul de São Paulo, ele possui  4,5 metros de frente por 33,5 metros de profundidade, no fundo o terreno se alarga, ficando com 8 metros, formando uma espécie de trapézio. Meu pai comprou, na esperança de que no futuro o vizinho vendesse a outra fatia de terreno, o que nunca aconteceu.

 

Assumir o Desafio de Fazer a Minha Casa

Por anos, a placa de venda ficou no portão, mas, acredito que devido a essa conformação, muitas pessoas também se desinteressavam. Alguns anos passaram, formei meu próprio escritório (que no futuro viria a ser o Iná Arquitetura), os projetos começaram a aparecer, mas ainda não tínhamos construído nossa primeira casa. Resolvi então assumir o desafio: perguntei para o meu pai, o que ele achava de fazer a minha própria casa no tal terreno. Ele topou. Durante muito tempo, fiquei sem visitar o local. Logo na primeira vez que retornei, vi que ali tinha potencial para um bom projeto. A casa existente era um grande labirinto, com pouca iluminação e muitos desníveis, era difícil reaproveitar a estrutura existente.

 

Árvores no Quintal: Paraíso

O que mais me encantou na volta ao local foi rever as arvores do quintal. Duas pitangueiras, um pé de caqui, um pé de manga e um pé de limão, tudo em um espaço de menos de trinta metros quadrados. Estava no paraíso. Dali pra frente foram mais de seis meses testando possibilidades e projetando nas horas vagas. Foi difícil chegar a um ponto final, mas como todo projeto deve ter seu fim, conseguimos o melhor resultado para este terreno e minhas necessidades.

 

Uma Casa Brasileira Portuguesa

A casa do arquiteto com três quartos, dois banheiros e uma sala e cozinha amplas e integradas, com uma grande abertura para o quintal, era tudo que eu precisava. Uma casa brasileira, portuguesa… Uma casa para a vida.